O não desastre nosso de cada dia

Jaques Paes • 2 de fevereiro de 2025

A forma mais fácil de isenção de responsabilidade é o coletivismo. Nele, a responsabilidade é de todos e, se é de todos, não é de ninguém. Tipo: onde tudo é prioritário, nada é prioridade. Onde tudo é urgente, não há urgência.

Isso vale para tudo, ao menos eu creio que deveria ser. Um desastre não é um desastre se aqueles que poderiam fazer algo para evitá-lo não fizeram. Isso tem outro nome, que não desastre.

Do alagamento em São Paulo aos deslizamentos no Rio de Janeiro e em Guarujá. Da ponte entre MA e TO a todos os outros “não desastres” nosso de cada ano.

Deve ser ainda mais desolador, para quem sente as consequências desses eventos, saber que algo poderia ter sido feito — e não foi.

Sem gestão, não há resiliência; sem resiliência, cidades continuam reféns dos mesmos “não desastres” que já deveriam ter sido evitados.

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#CidadesResilientes

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